Como anda o Planejamento Estratégico de sua Empresa?

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Itens como Princípios Empresariais (Missão, Visão e Valores), Matriz SWOT e Cadeia de Valor estão sempre em pauta quando o assunto é Planejamento Estratégico.
Muitos deles deveriam ser pensados antes mesmo da criação das Organizações, guiando seus primeiros passos, mas o principio familiar com que grande parte das empresas do Brasil é formada, causa uma abordagem tardia de tais assuntos, ainda assim com extrema valia, pois denota a preocupação em profissionalizar seu ambiente e preparar-se para o crescimento de forma sustentável.

Gostaríamos de abordar nesse artigo, uma questão que deve ser parte integrante da equipe responsável por elaborar e implementar as estratégias empresariais:

A Estratégia Genérica de Competição.

Ao pensarmos em nossas Empresas, precisamos decidir como iremos competir no mercado em que estamos inseridos, e aí cabem duas perguntas que guiarão todas as demais decisões estratégicas no futuro:

– Seremos uma empresa focada em atender um Escopo Amplo de clientes ou algum Nicho específico?
– Buscaremos uma liderança de mercado baseada em Custos Baixos ou em Diferenciação?

Escopo Amplo ou Nicho:
Empresas focadas em Nichos, procuram atender segmentos de mercado estreitos, como grupos específicos de clientes, linhas de produtos ou mercados geográficos. Isto permite que seja alcançado alto grau de especialização e fidelização, enquanto as que optam por uma estratégia de Escopo Amplo, necessitam desenvolver grande capacidade de conhecimento generalista para atender clientes de diversos ramos.

Liderança em custo ou Diferenciação:
Ao se escolher ser o player com menor custo de produção em seu segmento, empresas que optam pela estratégia de liderança em custos, necessitam de um controle austero em seus gastos, visto que seu desempenho no mercado será tão superior aos demais quanto menor for o seu custo total, permitindo-o vender a baixos preços, porém com boa margem, garantida principalmente pela produção em escala. Não há de se confundir baixo custo com o uso de insumos de baixa qualidade. Apesar de tal fato ser um importante limitador, não é exigência primária de seu público alvo.

Já a escolha por uma estratégia de Diferenciação, é feita por empresas que tem capacidade de entregar níveis elevados de qualidade em seus produtos e serviços, garantindo conforto e segurança a seus clientes. Possuem um reconhecimento de mercado impulsionado pelo Princípio da Prova Social, fidelizando assim seu público alvo.

Segundo Porter (1989), deve-se evitar a posição de meio-termo, visto que não é sustentável. Empresas que caem nesta armadilha perdem o foco, enquanto as que fizeram e assumiram suas posições estarão melhor posicionadas em seus mercados.

Rafael Auad Nogueira – Março de 2015

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